
O governo do Irã anunciou que, a partir de terça-feira, dia 8, haverá um aumento no preço da gasolina para os consumidores que utilizam mais de 110 litros por mês. A informação foi confirmada por um porta-voz, Fatemeh Mohajerani, em uma coletiva de imprensa no último domingo (6). Essa medida tem como finalidade abordar os desafios que o país enfrenta devido à guerra e às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Manutenção dos Preços para Baixo Consumo
As tarifas para as duas primeiras cotas de gasolina, que contemplam até 110 litros, permanecerão as mesmas, permitindo que motoristas que consomem essa quantidade continuem a pagar os preços atuais. No entanto, a partir da terceira cota, o preço será elevado para 100 mil riais iranianos por litro, equivalente a aproximadamente 4 centavos de dólar americano, considerando a taxa de câmbio do mercado livre.
Preocupações com Protestos
O governo iraniano vem discutindo o aumento dos preços dos combustíveis há algum tempo, mas hesitou em implementá-lo devido ao receio de que isso possa desencadear novos protestos, similar ao que ocorreu em 2019. Naquele ano, manifestações em larga escala eclodiram em resposta ao aumento dos preços da gasolina.
Efeitos do Aumento
O novo aumento nos preços afetará exclusivamente os consumidores cujos consumos mensais superam 110 litros. Mohajerani destacou que essa decisão é um reflexo das “condições atuais” do país. Motoristas que não ultrapassarem esse limite ainda poderão adquirir até 60 litros de gasolina a 15 mil riais por litro, além de mais 50 litros a um custo de 30 mil riais por litro.
Aumento Parcial Anterior
No mês de dezembro, o Irã já havia promovido um aumento parcial nos preços da gasolina subsidiada, visando controlar a demanda crescente por combustíveis entre a população. Esta alteração é parte dos esforços do país, que é membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), para gerenciar a situação econômica delicada que enfrenta.
Essas medidas refletem as realidades econômicas desafiadoras que o Irã vivencia e ressaltam a estratégia do governo de equilibrar a manutenção de subsídios com as necessidades de arrecadação e controle de demanda no setor de combustíveis.
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