25 de agosto de 2026
O que é o Complexo de Israel, "base de guerra" do TCP no Rio | CNN Brasil

Operação no Complexo de Israel

Na manhã desta terça-feira (25), a região conhecida como Complexo de Israel voltou a ser alvo de uma operação das forças de segurança do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, essa área é considerada estratégica e funciona como uma “base de guerra” do Terceiro Comando Puro (TCP).

O complexo é composto pelas comunidades de Cidade Alta, Cinco Bocas, Pica-Pau, Parada de Lucas e Vigário Geral. Esses locais estão sob o domínio do grupo e são conhecidos por abrigar alguns dos principais criminosos da facção.

Conflitos e Resistência Armada

O Complexo de Israel tem se destacado pelos frequentes confrontos, que muitas vezes envolvem resistência armada e táticas para dificultar a ação policial. Recentemente, as forças de segurança descobriram barricadas fortificadas, algumas equipadas com explosivos e veículos prontos para detonação quando as equipes policiais se aproximassem.

A área não é apenas um ponto estratégico para o TCP, mas também demonstra uma estrutura organizacional voltada para resistir às operações policiais, sendo por isso considerada uma verdadeira “base de guerra”. O local é conhecido pela presença de homens armados, barricadas e diversas estratégias para manter o domínio territorial.

O Papel de Peixão

Um dos nomes mais proeminentes associados ao Complexo de Israel é Álvaro Malaquias Santa Rosa, popularmente conhecido como Peixão. Ele é visto pelas autoridades como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro, sendo creditado pela expansão da influência da facção na região e a solidificação do território como um dos principais núcleos de atuação.

Peixão é descrito como um criminoso extremamente violento, conhecido por torturar seus inimigos antes de assassiná-los. Ele se tornou um alvo prioritário para as forças de segurança do Rio de Janeiro, embora ainda se encontre foragido. A operação atual também visa identificar e prender outros membros da organização que atuam no complexo, com os mandados sendo fruto de meses de investigações que incluíram cruzamento de dados e coleta de provas de diversos crimes.

A Origem do Nome “Complexo de Israel”

A denominação “Complexo de Israel” está ligada ao simbolismo utilizado pelo grupo de Peixão. Bandeiras de Israel e estrelas de Davi têm sido exibidas em diversos pontos das comunidades controladas pela facção. Esses símbolos tornaram-se uma marca registrada da organização criminosa e do território sob a sua influência.

Peixão, que já exerceu o papel de pastor antes de se juntar à facção, mantém um histórico de referências religiosas em sua imagem e na identidade do Terceiro Comando Puro. É importante ressaltar que a presença desses símbolos não implica em qualquer relação oficial entre o Estado de Israel e a organização criminosa.

A utilização dessa simbologia tem gerado investigações, especialmente no contexto de denúncias sobre intolerância religiosa na região. Autoridades e grupos de direitos humanos relatam ataques e restrições a praticantes de religiões de matriz africana em áreas sob a influência do TCP.

Considerações Finais

A situação no Complexo de Israel destaca uma realidade complexa, onde o crime organizado se articula com táticas de resistência armada e simbolismo cultural. A operação das forças de segurança reflete um esforço contínuo para desmantelar essas estruturas e restabelecer a ordem na região.

A luta contra o tráfico de drogas e a violência associada é um desafio significativo para as autoridades, que continuam a investigar e agir em busca de soluções para um problema que se perpetua ao longo dos anos.

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