23 de outubro de 2026
Documento aponta autofaturamento de R$ 1,4 mi em contrato do WiFi Livre | CNN Brasil

Investigações Sobre Contrato de WiFi Livre SP Revelam Irregularidades

Recentemente, uma representação da Polícia Civil de São Paulo revelou que o Instituto Conhecer Brasil (ICB) emitiu mais de R$ 1,4 milhão em notas fiscais contra si mesmo, relacionadas a um contrato de R$ 108 milhões do programa WiFi Livre SP, que é gerenciado pela Prefeitura de São Paulo. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Estadual e consta na documentação da investigação em andamento.

Suspeitas de Desvios

O inquérito investiga a possibilidade de que recursos destinados ao programa municipal estejam sendo usados de forma inadequada, incluindo investimentos na produção do filme Dark Horse, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações foram tornadas públicas após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de retirar o sigilo do processo.

Autofaturamento e Pagamentos em Duplicidade

O Ministério Público destaca que a representação policial aponta para a ocorrência de autofaturamento e pagamentos duplicados. Os dados indicam que, além do valor principal, cerca de R$ 925 mil teriam sido pagos duas vezes. Essas irregularidades foram ainda mencionadas em um parecer técnico da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, que supervisiona o contrato em questão.

Subcontratação e Investimentos

Outro ponto importante citado é a subcontratação da empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., atualmente conhecida como Urban Connect Serviços e Tecnologia Ltda. Esta empresa foi contratada por um montante total de R$ 12 milhões e já teria recebido mais de R$ 2 milhões até dezembro de 2025. A investigação também destaca indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo Karina Ferreira da Gama, a controladora do ICB, e a produtora do filme.

Defesa de Karina Gama

A defesa de Karina Gama manifestou apoio à decisão de tornar os documentos da investigação públicos, afirmando que já foram apresentadas mais de 20 mil páginas de documentação às autoridades. Na nota, a defesa afirma que Karina não cometeu nenhum ato ilegal e que a transparência ajudará a esclarecer os fatos, afastando especulações e julgamentos prévios.

Declaração da Defesa

A nota da defesa destaca: “A defesa da Sra. Karina Gama recebe com absoluto respeito e considera positiva a decisão do Ministro Flávio Dino de levantar o sigilo sobre os elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo.” A defesa enfatiza que a publicidade dos elementos da investigação permitirá que os fatos sejam conhecidos em sua totalidade e analisados de forma objetiva.

Conclusão

A situação em torno do ICB e do programa WiFi Livre SP traz à tona questões importantes sobre a utilização de recursos públicos. A comunidade aguarda o desenrolar das investigações, que visam esclarecer a atual situação. O desenvolvimento deste caso é um indicativo do comprometimento com a transparência e a responsabilidade na gestão pública.

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