23 de outubro de 2026
María Corina Machado é barrada ao tentar retornar à Venezuela, diz assessor | CNN Brasil

María Corina Machado é Impedida de Retornar à Venezuela

No dia 22 de agosto, María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, tentou entrar no país em três ocasiões, mas foi bloqueada em todas elas. As informações foram compartilhadas por David Smolansky, um de seus assessores mais próximos. Machado havia feito tentativas tanto por via aérea quanto marítima nas semanas anteriores, mas todas foram frustradas.

A presença de Delcy Rodríguez na ONU

As tentativas de Machado ocorreram enquanto Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, estava em Nova York participando da Assembleia Geral da ONU. Durante sua estadia, Rodríguez se reuniu pela primeira vez com o presidente dos EUA, Donald Trump. Esse encontro acontece em um contexto de apoio americano à nova liderança de Rodríguez, especialmente após a operação que resultou na prisão do ex-presidente Nicolás Maduro, em janeiro.

Contexto Político na Venezuela

María Corina Machado é uma crítica de longa data do governo de Maduro. Ela deixou a Venezuela em dezembro, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz na Noruega, após ter passado mais de um ano se ocultando. Nicolás Maduro, que está atualmente preso em Nova York, enfrenta acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Reunião entre Trump e Delcy Rodríguez

No evento da ONU, Trump e Rodríguez se encontraram em uma recepção na noite de 22 de agosto. Esta foi a primeira visita de Rodríguez aos Estados Unidos desde que assumiu a liderança interina. Sua delegação incluiu altos funcionários como o vice-presidente de Economia e o ministro do Petróleo. Segundo fontes, eles têm trabalhado para apresentar a Venezuela como um destino atrativo para investimentos.

Expectativas de Investimentos na Indústria Petrolífera

Rodríguez descreveu o encontro com Trump como um marco para a melhoria das relações entre os dois países, especialmente nas áreas de energia, mineração e segurança. Em seu discurso na Assembleia Geral, Trump chamou Maduro de “ditador fora da lei” e destacou a libertação de diversos prisioneiros políticos após a captura do ex-presidente. Trump mencionou também um acordo recente com Caracas, que considerou “talvez o maior já firmado” e expressou sua intenção de atrair até US$ 100 bilhões em investimentos para a indústria de petróleo da Venezuela.

Protestos em Nova York

Nesta mesma terça-feira, mais de 50 manifestantes se reuniram em frente à sede da ONU. Com bandeiras venezuelanas e cartazes que diziam “Sem voto, sem petróleo” e “Rosto novo, mesmo regime”, eles expressaram sua insatisfação com a presença de Rodríguez. Muitos dos manifestantes pediam que Trump pressionasse por eleições livres na Venezuela.

A Voz dos Manifestantes

Os protestantes entoaram o hino nacional venezuelano e gritaram frases como “Delcy, eu juro, você vai para o Brooklyn com Maduro”, referência ao local onde Maduro está detido atualmente. Miguel Eduardo Martinez, um dos manifestantes, comentou: “É ultrajante ver parte do regime reunindo-se com autoridades do atual governo, mas não podemos ignorar que estamos mais perto da liberdade por causa deste governo.”

Outro manifestante, César Coello, expressou suas preocupações através de um cartaz mostrando Rodríguez vestindo um macacão laranja e afirmou que ela tem sido cúmplice do chavismo por mais de 20 anos. Coello espera que em breve Trump e Rodríguez abordem a necessidade de eleições na Venezuela.

Esses eventos refletem a complexa dinâmica política da Venezuela e a luta contínua por liberdade e democracias no país, que segue em meio a investimentos e interesses internacionais.

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