
Exploração do Asteroide Torifune pela Hayabusa2
No dia 6 de novembro, a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) anunciou um sucesso importante: a sonda Hayabusa2 realizou um sobrevoo no asteroide Torifune. Durante essa missão, foram capturadas imagens inéditas do asteroide, que está localizado nas proximidades da Terra.
Detalhes do Sobrevoo
A passagem pela superfície do Torifune ocorreu no dia 5 de novembro, às 18h30, horário japonês, o que equivale a 6h30 no horário de Brasília. Este evento marcou o início da Missão Estendida Hayabusa2, cujo objetivo principal é obter informações detalhadas sobre o asteroide, incluindo suas dimensões e formato.
As imagens foram obtidas através de uma câmera de navegação óptica telescópica (ONC-T), que revelou características da superfície rochosa de Torifune. Além disso, essas imagens desempenharam um papel crucial na navegação da sonda durante a aproximação ao asteroide.
Instrumentos Científicos em Ação
Uma hora antes do sobrevoo, a sonda Hayabusa2 ativou outros instrumentos científicos, como o espectrômetro de infravermelho próximo (NIRS3), a câmera de imagem térmica (TIR) e o sistema de medição a laser (LIDAR). Esses dispositivos complementares ajudaram a coletar dados adicionais sobre Torifune, que serão analisados e divulgados posteriormente.
A JAXA informou que, até o momento, apenas uma parte dos dados coletados foi transmitida de volta à Terra. Os dados restantes serão compartilhados em operações futuras.
Histórico da Hayabusa2
Desde seu lançamento em dezembro de 2014, a Hayabusa2 se destacou por sua exploração do asteroide Ryugu, de onde trouxe amostras para a Terra, entregues em dezembro de 2020. Durante esta missão, a sonda percorreu cerca de 300 milhões de quilômetros para alcançar o asteroide.
Em junho de 2018, a Hayabusa2 pousou em Ryugu, levando mais de um ano para coletar amostras. Foi a primeira missão a retornar com material da subsuperfície de um asteroide. Para isso, uma “bala” de cobre foi disparada no asteroide, criando uma cratera de impacto de 10 metros de largura.
Análises realizadas anteriormente indicaram a presença de aminoácidos e outras moléculas nas amostras de Ryugu, além de uracil e niacina encontrados em meteoritos que chegaram à Terra. Essas descobertas levam à hipótese de que Ryugu pode ter feito parte de um corpo celeste maior, como um cometa, antes de fragmentar-se devido a colisões com outros objetos espaciais.
Perspectivas Futuras
A JAXA informou que a Hayabusa2 agora está em uma missão estendida, explorando novos corpos celestes. Os futuros alvos incluem os asteroides 2001 CC21, para o qual a exploração está prevista para este ano, e 1998 KY26, com a missão programada para 2031.
A agência também planeja análises científicas conjuntas entre as amostras coletadas pela Hayabusa2 e aquelas da missão OSIRIS-REx da NASA.
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