17 de julho de 2026
PF indicia diretor-presidente da ANM por esquema de mineração ilegal

Indiciamento na Operação Parcours

A Polícia Federal (PF) solicitou o indiciamento de Mauro Henrique Moreira Sousa, presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), junto a 16 outras pessoas, todas implicadas em um esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, em Minas Gerais. Essas requisições estão registradas no inquérito da Operação Parcours.

Fraude nos Planos de Recuperação Ambiental

A investigação revela que um grupo formado por empresários, servidores públicos, consultores e geólogos teria fraudado documentos de recuperação ambiental para continuar extraindo minério de ferro na Mina Granja Corumi. Essa localidade é tombada e possui proteção legal.

Segundo informações divulgadas pelo G1, as empresas estavam sendo favorecidas por práticas ilícitas dentro da ANM. Os envolvidos utilizavam planos que garantiam a preservação e o fechamento da mina para, na verdade, encobrir a extração comercial de minério.

Exploração Ilegal e Danos Ambientais

Enquanto os órgãos reguladores acreditavam que a mina estava passando por processos de recuperação ambiental, na realidade, o grupo continuava com suas atividades mineradoras. Com esse esquema fraudulento, a expectativa de lucro era de aproximadamente R$ 2,3 bilhões.

Além disso, as ações ilegais provocaram significativos danos ambientais na Serra do Curral. A região já enfrenta problemas de degradação ambiental devido à exploração mineral, e, por isso, passou a ser monitorada por ambientalistas e membros da sociedade civil que se oponham à exploração na área.

Posicionamento da ANM

Em um comunicado, a ANM esclareceu que todas as suas ações estiveram relacionadas ao cumprimento das ordens da Justiça Federal e à gestão do processo de fechamento definitivo da mina. Isso reflete a postura da agência em relação à legalidade e à preservação ambiental.

O desdobramento deste caso não apenas destaca a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa no setor mineral, mas também a importância da proteção de áreas ambientalmente sensíveis como a Serra do Curral. O envolvimento de figuras públicas e a complexidade do esquema levantam questões sérias sobre a ética e a governança dentro das instituições responsáveis pela regulação e proteção dos recursos naturais do país.

À medida que as investigações avançam, a expectativa é que mais informações sejam reveladas, expondo não apenas a extensão do esquema ilegal, mas também possíveis falhas na supervisão e controle das atividades de mineração no Brasil.

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