24 de agosto de 2026
Irã executa dois homens por participação nos protestos de janeiro | CNN Brasil

Na terça-feira, 28 de janeiro, o Irã executou dois homens devido à sua participação nos protestos que ocorreram em todo o país no início do mês, conforme reportado pela mídia estatal. As execuções são parte de uma série de sentenças de morte que, de acordo com organizações de direitos humanos, têm sido intensificadas desde o início do conflito com os Estados Unidos.

Detalhes das Execuções

Abolfazl Sepahi-Badjani e Amirhossein Safari-Hosseinabadi foram acusados de envolvimento no assassinato de quatro membros das forças de segurança em Isfahan, especificamente na Praça Alikhani, no dia 8 de janeiro. A informação foi divulgada pelo Mizan, o canal de notícias do Judiciário iraniano.

Repressão aos Protestos

Os protestos contra o governo enfrentaram a maior onda de repressão na história da República Islâmica. As forças de segurança reagiram de forma violenta, resultando na morte de milhares de manifestantes. Desde o início da guerra, a pressão internacional sobre o Irã aumentou, com as autoridades de Teerã considerando a situação como uma luta existencial.

Avisos da ONU

Um grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) publicou uma declaração antes das execuções, relatando que pelo menos 24 pessoas haviam sido executadas por crimes relacionados aos protestos de janeiro. Grupos como a Anistia Internacional e a Iran Human Rights confirmaram que as execuções de Sepahi-Badjani e Safari-Hosseinabadi foram realizadas em público.

Condições Judiciais

A agência Mizan não divulgou o local exato das execuções, mas a agência de notícias iraniana Mehr mencionou que elas ocorreram na Praça Alikhani, com a presença de um grupo de pessoas. Até o momento, pelo menos 12 indivíduos envolvidos no caso da Praça Alikhani foram condenados à morte. Dentre eles, Erfan Esfandiari e Gol Mohammad Mohammadi foram executados em 19 de julho.

Os especialistas da ONU relataram que todas as 12 condenações ocorreram em uma única audiência, sem garantias de um julgamento justo e transparente, desrespeitando as normas internacionais de justiça.

Aumento nas Execuções

De acordo com a Human Rights Watch, pelo menos 50 pessoas foram executadas nos últimos meses sob acusações gerais relacionadas à segurança nacional. A missão permanente do Irã em Genebra não respondeu de imediato aos pedidos de comentários por parte da Reuters. Já anteriormente, Teerã negou acusações de violação de direitos humanos.

Ameaças Internacionais e Reações

As autoridades iranianas têm advertido sobre qualquer possível resurgimento de protestos antigovernamentais, enquanto afirmam que a população está unida em apoio à República Islâmica. As ameaças do governo dos Estados Unidos de agir militarmente contra o Irã começaram em 2 de janeiro, quando o então presidente Donald Trump alertou que os EUA estavam “prontos para agir” caso as forças iranianas atirassem em manifestantes.

No dia 28 de fevereiro, teve início uma campanha militar dos EUA e de Israel, que resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Esse evento desencadeou meses de confrontos. Embora os combates tenham sido temporariamente suspensos em junho com um acordo de trégua, eles foram retomados recentemente com uma ofensiva aérea que, segundo Trump, pode ser cancelada se as negociações não avançarem para um acordo.

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