
Encerramento de Contas Relacionadas a Donald Trump pelo Capital One
No último dia 31 de julho, o banco Capital One comunicou à Justiça dos Estados Unidos que, em março de 2021, decidiu encerrar mais de 300 contas associadas a Donald Trump. Essa decisão foi tomada após uma análise interna focada na prevenção de lavagem de dinheiro. Contudo, o ex-presidente americano afirma que a motivação por trás da decisão é de natureza política.
Detalhes do Processo Judicial
A informação foi divulgada em um documento que foi submetido ao Tribunal Distrital dos EUA. Nesse documento, o Capital One solicita o arquivamento da ação movida pela The Trump Organization, junto com Eric Trump, filho de Donald Trump. O banco explica que o fechamento das contas ocorreu devido a uma revisão realizada por sua equipe de prevenção à lavagem de dinheiro, em total conformidade com políticas internas e exigências regulatórias.
A Capital One assevera, ainda, que não acusou a Organização Trump de envolvimento em atividades de lavagem de dinheiro. De acordo com o banco, a documentação do processo e as alegações dos próprios autores evidenciam que a decisão foi fundamentada em critérios de prevenção a delitos financeiros.
Motivação Política em Questão
A ação judicial foi formalizada em março de 2025. Nesse processo, a The Trump Organization e Eric Trump alegam que o Capital One decidiu encerrar as contas por motivos ideológicos, dentro do contexto político que se seguiu à invasão do Capitólio dos Estados Unidos, ocorrida em 6 de janeiro de 2021. Os autores argumentam que a instituição financeira teria adotado uma postura que favoreceu ideais progressistas, buscando benefícios aproveitando-se da situação política da época.
O Capital One refutou essas alegações, considerando-as mal interpretadas e apoiadas em análises parciais de documentos. A instituição pediu que o tribunal rejeitasse o caso.
Conflitos Anteriores com Instituições Financeiras
Este episódio não é o único embate de Donald Trump com bancos. Durante seu primeiro mandato como presidente, ele processou tanto o Capital One quanto o Deutsche Bank, buscando impedir que esses bancos fornecessem informações sobre suas finanças familiares em resposta a intimações judiciais. Além disso, em agosto de 2025, Trump emitiu uma ordem executiva que proíbe bancos e órgãos reguladores de realizarem o que chamou de “exclusão bancária politizada ou ilegal”. A ordenação veda a negativa de serviços com base em convicções políticas, religiosas ou em atividades comerciais consideradas legítimas.
Recentemente, Trump também moveu uma ação judicial contra o JPMorgan Chase, onde acusa o banco, juntamente com seu CEO, Jamie Dimon, de discriminação. O banco, por sua vez, declarou que não encerra contas por razões políticas ou religiosas, mas apenas quando identifica riscos legais ou regulatórios que exijam tal medida.
Conclusão
O caso do Capital One envolvendo Donald Trump levanta questões não apenas sobre gestão de contas bancárias, mas também sobre o impacto da política nas relações financeiras. À medida que o processo avança, será interessante observar como os argumentos de ambos os lados evoluirão no tribunal e que repercussão terá essa disputa no cenário financeiro e político americano.
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