23 de outubro de 2026
Uso de IA e 4h de duração: o que se sabe sobre o documentário de Elon Musk | CNN Brasil

Uma Nova Perspectiva Sobre Elon Musk no Documentário “Musk”

Com quatro horas de duração, o documentário “Musk”, dirigido por Alex Gibney, premiado com o Oscar por “Um Táxi para a Escuridão” (2007), oferece uma análise crítica da trajetória do magnata Elon Musk. A obra estreou no Festival de Cinema de Veneza, um dos mais prestigiados do mundo cinematográfico, no início de setembro.

O filme explora a ascensão de Musk, desde seus primeiros negócios durante a era da internet até o fortalecimento de sua influência através de empresas como Tesla e SpaceX, além da plataforma social X, anteriormente conhecida como Twitter.

Concentração de Poder e Política

Outro foco do documentário é a crescente concentração de poder em torno de Musk e seu envolvimento no debate político. Gibney destacou que o projeto começou em 2023, inicialmente concebido como um filme de menor dimensão. No entanto, conforme Musk se aprofundou na política americana, o escopo do filme foi ampliado.

“A intenção inicial era criar um filme mais curto, antes que ele se tornasse ativo na política, especialmente durante a carreira de Donald Trump”, comentou Gibney.

O Uso da Inteligência Artificial

Um aspecto inovador da produção é o uso de inteligência artificial. Diante da recusa de Musk em participar com entrevistas, Gibney recorreu a um avatar desenvolvido por IA, que reproduz declarações públicas do empresário ao longo dos anos. Esta abordagem combina computação gráfica e sincronização de voz por inteligência artificial.

Ao ser questionado sobre possíveis repercussões legais, Gibney confirmou que a equipe consultou advogados antes de seguir adiante com a ideia, recebendo aprovação para prosseguir.

Dificuldades na Entrevista com Pessoas Próximas a Musk

O diretor também enfrentou desafios em conseguir depoimentos de pessoas próximas a Musk. “Falei com várias pessoas, mas a maioria se negou a participar, exceto algumas corajosas,” revelou Gibney.

Apesar das dificuldades, o documentário conseguiu reunir testemunhos de pessoas importantes na vida de Musk, como sua ex-esposa Justine Musk, jornalistas como Kara Swisher e Zoë Schiffer, e o cofundador da Tesla, Martin Eberhard.

A Resposta de Elon Musk

Após a estreia do documentário, Musk manifestou sua insatisfação no X, onde o chamou de produção tendenciosa. Ele criticou a abordagem de Gibney, afirmando que o filme não teria um viés favorável.

Na rede social, Musk também se referiu ao documentário como um “hit piece”, um termo empregado para descrever materiais que visam destruir a reputação de alguém.

Recepção Crítica Positiva

Até o momento, o documentário obteve uma recepção crítica extremamente positiva, com 100% de aprovação em 19 resenhas registradas no Rotten Tomatoes, plataforma que agrega opiniões de especialistas em cinema. Owen Gleiberman, da Variety, descreveu o filme como “impactante e importante”, destacando a maestria de Gibney na linguagem documental.

Ryan Lattanzio, do IndieWire, classificou o longa como um “resumo perturbador e condenatório” da ascensão de Musk e de seu papel no cenário político e social atual.

Ainda não há data confirmada para a estreia do documentário no Brasil. Nos Estados Unidos, a distribuição nos cinemas está agendada para outubro.

*Com informações da Reuters

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