23 de outubro de 2026
Bachelet, apoiada por Brasil, desiste da candidatura à secretaria-geral da ONU

Michelle Bachelet desiste de candidatura à Secretaria-Geral da ONU

A ex-presidente do Chile e primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, anunciou sua renúncia à candidatura para a secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O comunicado foi feito por meio das redes sociais, onde ela também compartilhou uma carta expressando suas reflexões sobre o multilateralismo e a necessidade de uma mulher latino-americana na liderança da organização. Bachelet era a apoiada pelo Brasil e pelo México na busca pela posição, que atualmente é ocupada por António Guterres, cujo mandato termina em dezembro de 2026.

Agradecimentos e suporte

Na carta, Bachelet expressou seu agradecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à presidente do México, Claudia Sheinbaum, e ao ex-presidente chileno Gabriel Boric, mencionando o suporte que recebeu durante sua campanha. Segundo informações, os embaixadores dos países aliados contribuíram significativamente, acolhendo a ex-presidente em suas visitas e fortalecendo sua proposta de candidatura.

Decisão reflexiva

Bachelet explicou que o resultado de uma consulta informal indicou que era o momento de desistir. Na votação recente, ela recebeu 11 votos desfavoráveis. “A liderança não se resume apenas a avançar, mas também envolve saber desistir para que outros possam prosseguir”, afirmou.

Desafios globais

Em sua carta, datada de 19 de setembro de 2026, Bachelet enfatizou que a humanidade enfrenta desafios significativos, incluindo conflitos, desigualdades sociais, crises climáticas e questões relacionadas a tecnologias disruptivas. Para ela, as decisões tomadas atualmente terão um impacto crucial no futuro. Ela defende que as Nações Unidas são mais necessárias do que nunca, lembrando que o multilateralismo, que visa a igualdade entre os países, está sob pressão. Segundo Bachelet, direitos internacionais estão sendo violados e os direitos humanos, ameaçados.

A importância da liderança feminina

Em relação à próxima presidência da ONU, a ex-presidente acredita que essa escolha deve refletir as aspirações de milhões de pessoas. Ela reiterou que, após 80 anos da criação do cargo, a secretaria-geral deve ser ocupada por uma mulher, preferencialmente da América Latina, ressaltando a experiência da região para liderar a organização. Bachelet também destacou o debate que conseguiu instaurar sobre a importância de uma liderança feminina e a necessidade de reformar a estrutura da ONU para que esta se torne mais eficiente.

Compromisso com um futuro melhor

Com o suporte dos governos do Brasil e do México, Bachelet visitou diversos países membros da ONU, levando sua mensagem de reforma e revitalização da confiança na cidadania global. Ela participou de debates internacionais e diversos fóruns, sempre crente que um futuro mais próspero é possível.

Encerramento e novos desafios

Em sua despedida, Bachelet agradeceu o apoio recebido de indivíduos e líderes de todo o mundo. Ela reitera sua crença de que as Nações Unidas merecem ser lideradas por uma mulher, e que a liderança feminina é um passo essencial para a recuperação da credibilidade da organização. Seguindo com sua trajetória, Bachelet se compromete a continuar sua luta por um mundo mais pacífico, seguro e igualitário, fiel aos valores da democracia e do multilateralismo.

Michelle Bachelet Jeria
Ex-Presidente da República do Chile

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