23 de outubro de 2026
Ciclista morto em Copacabana: 13 são indiciados pela morte | G1

Polícia Finaliza Inquérito e Indica 13 Pessoas pela Morte de Ciclista em Copacabana

A irmã de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, um ciclista de 37 anos que foi espancado em Copacabana, expressou a satisfação da família com a rápida atuação da Polícia Civil no caso. Em uma atualização feita na segunda-feira (7), treze indivíduos foram indiciados, pouco antes de se completar um mês do crime.

“Estamos aliviados com a celeridade do processo e esperançosos de que a justiça será feita. Queremos que todos, tanto os que participaram ativamente quanto os que agiram indiretamente, sejam responsabilizados”, afirma Fabiana Landeiro.

Contexto do Crime

Cláudio foi brutalmente agredido no dia 12 de agosto após ser acusado injustamente de roubar uma bicicleta. Ele estava utilizando a bicicleta de sua irmã quando parou em frente a uma loja de brinquedos e a uma farmácia na Rua Barata Ribeiro.

“É uma situação devastadora. Um mês já se passou e a dor ainda é intensa. O impacto dessa perda se espalhou não só pelo Brasil, mas também internacionalmente, o que ajudou na repercussão do caso”, adiciona Fabiana.

Agressões e Investigação

As investigações indicam que Cláudio foi cercado por seguranças que atuavam na área e sofreu agressões por aproximadamente nove minutos. Durante este tempo, ele foi submetido a socos, chutes e golpes com um objeto de madeira.

A polícia analisou mais de 12 horas de gravações para identificar os envolvidos no homicídio. De acordo com o delegado Angelo Lage, cinco indivíduos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado: dois seguranças, dois entregadores e um quinto suspeito que permanece foragido. Este último teria desferido um chute na cabeça da vítima.

Indiciados e Responsabilidades

Além dos cinco indiciados pelo homicídio, outros foram responsabilizados: um ciclista que, por omissão de socorro, não ajudou Cláudio, e uma mulher que entregou o bastão de madeira a um dos agressores. Outros indivíduos foram indiciados por exercício ilegal de profissão.

Cláudio tinha transtornos mentais e dificuldades cognitivos e, mesmo assim, não ofereceu resistência às agressões. Ele acabou sofrendo traumatismo craniano, hemorragia interna e rompimento de órgãos. O Corpo de Bombeiros o socorreu e o levou ao Hospital Municipal Miguel Couto, porém, ele não sobreviveu aos ferimentos.

Desdobramentos e Próximos Passos

A investigação revelou um total de 13 pessoas envolvidas. Quatro delas foram presas, incluindo dois seguranças e dois entregadores de aplicativo. Um quinto homem, identificado como sendo Wellington Luiz Santos de Souza, continua foragido. O trabalho da polícia investiga ainda a possível participação de comerciantes locais, suspeitos de financiar uma segurança privada irregular na região.

Com a conclusão do inquérito, as informações serão encaminhadas ao Ministério Público, que avaliará as acusações e decidirá sobre uma possível denúncia. O caso levanta questões sobre segurança e responsabilidade nas relações de trabalho entre comerciantes e seguranças.

Testemunhos e Confissões

Wellington, um dos envolvidos, teria sido visto interrogando entregadores sobre a suposta condição de “ladrão” de Cláudio antes de agredi-lo. No entanto, após prestar depoimento, ele desapareceu.

Um dos seguranças, inicialmente negou envolvimento, mas acabou confessando que as agressões foram um “ato insano”, e não conseguiu explicar o que motivou sua reação violenta. Ele afirmou que não havia provas concretas de que a bicicleta fora roubada e que Cláudio não opôs resistência às ordens dadas.

Com o caso em andamento, a expectativa é que a justiça assegure a responsabilização completa dos envolvidos, garantindo que episódios de violência desse tipo não se repitam.

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