24 de agosto de 2026
Irã afirma que novas sanções ameaçadas pelos EUA fracassarão | CNN Brasil

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, rejeitou neste domingo (23) as recentes ameaças dos Estados Unidos de impor novas sanções. De acordo com Araqchi, esses anúncios são meramente um reflexo do desespero americano e as novas restrições não conseguirão debilitar Teerã.

Sanções Mais Duras em Vista

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que está programado para realizar uma coletiva na segunda-feira (24), mencionou que pretende implementar “as sanções mais severas da história” contra o Irã. A economia iraniana já enfrenta uma crise profunda devido a sanções anteriores, e sua infraestrutura sofreu danos significativos com ataques reiterados.

Desde o ataque dos EUA e Israel em 28 de fevereiro, milhares de pessoas perderam a vida em bombardeios que afetam a República Islâmica.

Desafios de Teerã

Apesar da situação crítica, a resistência de Teerã permanece firme. Após quase seis meses de conflito, o Irã conseguiu praticamente paralisar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo. Teerã se nega a permitir a passagem de petroleiros que não tenham autorização, fator que tem contribuído para a alta nos preços do petróleo ao redor do mundo.

Aperto nas Relações Diplomáticas

Em um vídeo publicado no Telegram, Araqchi comentou sobre o que chamou de “cenários repetitivos”, enfatizando que a mudança nas ações dos Estados Unidos, de operações militares para planos antigos, revela um estado de desespero por parte deles. Ele destacou a importância de um diálogo respeitoso entre Washington e Teerã, visando encontrar uma “solução justa e honrada” para as questões em disputa.

A Indiferença ao Medo

“Nunca tivemos medo. Todas as suas ações — sejam bloqueios ou outras medidas militares — falharam, e essa nova tentativa também não terá sucesso”, afirmou Araqchi, demonstrando confiança nas capacidades do Irã de resistir à pressão externa.

A Resposta dos EUA e o Papel da China

Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu sobre possíveis consequências econômicas para qualquer nação que prestasse “qualquer tipo de apoio vital ao Irã”. Nesse contexto, Bessent apelou à China, que atualmente adquire mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, segundo dados de 2025 da empresa de análise Kpler, para que colabore com Washington.

Em resposta, a China defendeu a diplomacia e argumentou que a guerra econômica não seria benéfica para nenhuma das partes envolvidas.

O desenvolvimento dessa situação continua a ser monitorado, à medida que as relações entre os países se deterioram. A comunidade internacional aguarda os próximos passos na busca de um acordo que possa trazer estabilidade à região e garantir a segurança no tráfego marítimo.

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