24 de agosto de 2026
Inelegível, Marçal registra candidatura à Presidência e declara patrimônio de R$ 7 bi

Registro de Candidatura de Pablo Marçal

No último sábado, dia 15, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) protocolou oficialmente o registro da candidatura de Pablo Marçal para a Presidência da República. Esta ação foi possível graças a uma decisão liminar que autorizou a sua saída do União Brasil e o retorno ao PRTB. Apesar do protocolo, a Justiça Eleitoral ainda analisará a solicitação.

Ineligibilidade e Vice-candidatura

Pablo Marçal, no entanto, permanece inelegível até 2032, devido a uma condenação por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024. O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, que foi escolhido em convenção para liderar a chapa inicialmente, foi confirmado como candidato a vice. Em declaração ao portal g1, Avalanche expressou: “Recuperamos o partido quando tentaram tirá-lo de nós.” Marçal, por sua vez, comentou: “O Senhor proverá.”

Declaração de Patrimônio

Ao registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pablo Marçal declarou um patrimônio impressionante de R$ 7,4 bilhões, conforme informações do sistema DivulgaCand do TSE. A maior parte desse montante, cerca de R$ 6,7 bilhões, está aplicada em renda fixa. Além disso, ele possui um terreno localizado em Santana de Parnaíba (SP), avaliado em R$ 490 milhões, e também participa de diversas sociedades. O vice-candidato, Leonardo Avalanche, declarou um patrimônio de R$ 495 milhões.

Decisão Judicial e Propaganda Eleitoral

A mudança na liderança da chapa ocorreu após uma liminar que reconheceu que Marçal preencheu e assinou a ficha de filiação ao PRTB em 4 de abril de 2026, a qual foi deferida pela direção nacional do partido. Essa decisão provisória atende às condições exigidas para o registro de sua candidatura, mas pode ser revista por instâncias superiores.

De acordo com informações do PRTB, a chapa está liberada para iniciar a propaganda eleitoral a partir do dia 16, incluindo atos nas redes sociais.

Repercussões da Inelegibilidade

A inelegibilidade de Marçal foi reafirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em 5 de agosto, quando os desembargadores, de forma unânime, rejeitaram embargos de declaração, mantendo a condenação que o proíbe de ocupar cargos públicos por oito anos, em decorrência da Lei da Ficha Limpa.

A condenação está relacionada a um caso envolvendo o chamado “campeonato de cortes”, uma estratégia que incentivou a criação e disseminação de vídeos de campanha nas redes sociais. Este processo resultou ainda em uma multa de R$ 420 mil. As ações que levaram à condenação foram movidas pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), pelo Ministério Público Eleitoral e pela vereadora eleita Silvia Ferraro (PSOL/Rede). É importante ressaltar que ainda existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.

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