17 de julho de 2026
Google adverte sobre risco maior de cibercrimes após mudanças na UE • Tecnoblog

Interferências da Legislação Europeia na Segurança Digital

Recentemente, Heather Adkins, vice-presidente de Engenharia de Segurança do Google, expressou preocupações sobre as mudanças nas leis da União Europeia e seus impactos potenciais na cibersegurança. A legislação em questão é a Digital Markets Act, que visa regulamentar o mercado tecnológico, propondo que grandes empresas disponibilizem dados de suas ferramentas de busca e sistemas operacionais.

Riscos Potenciais Aumentados

De acordo com Adkins, essas alterações podem abrir brechas para ações de hackers, que teriam acesso a informações valiosas, como pesquisas de cibersegurança feitas pelos usuários e dados sobre o funcionamento do sistema Android. Ela alerta que, caso as novas normas sejam aprovadas, pode haver um aumento significativo nos casos de ciberfraude na Europa, afetando bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Reações da Indústria

Embora o Google tenha levantado estas preocupações, algumas empresas concorrentes no continente, assim como especialistas e acadêmicos consultados pela Comissão Europeia, sugerem que os riscos associados não são tão elevados quanto os apresentados pela gigante americana. A definição das novas regras está prevista para ocorrer até o dia 27 de julho.

Aumento da Competitividade e seus Desafios

A Digital Markets Act, aprovada em 2022, tem como objetivo reduzir a distância entre as grandes empresas tecnológicas dos Estados Unidos e as europeias. Entretanto, essa legislação afetará não apenas o Google, mas também outras gigantes como Amazon, Apple, Meta e Microsoft. O Google, sendo a única empresa com um motor de busca que se enquadra plenamente nas novas diretrizes, se tornou o centro do debate.

Obrigações de Compartilhamento de Dados

Atualmente, o Google já é obrigado a compartilhar certos dados. Contudo, as novas regras exigem acesso a informações que incluem pesquisas realizadas pelos usuários e metadados. Esse compartilhamento abriria possibilidades para que navegadores concorrentes utilizem essas informações, alterando assim a dinâmica competitiva no mercado de buscas.

Privacidade dos Usuários em Risco?

A proposta da Comissão Europeia sugere que os dados compartilhados devem ser anônimos para proteger a privacidade dos usuários. No entanto, o Google contesta essa ideia, argumentando que a anonimização não seria totalmente eficaz e que a identificação dos usuários ainda seria viável.

Desafios para o Android

Além disso, a empresa destacou que uma maior abertura do sistema Android para que empresas de inteligência artificial possam interagir poderia permitir que comandos de ativação fossem configurados através de celulares e tablets. Eugene Liderman, diretor de segurança do Android, sugere que, embora a proposta possa parecer benéfica, existem outras maneiras de integrar essas tecnologias sem comprometer a segurança.

Cibersegurança em Jogo

A postura do Google é que a ampliação das permissões para aplicativos no Android poderia ser explorada por golpistas, especialmente se as novas regras forem aprovadas de maneira apressada. Com isso, concorrentes teriam acesso a microfones, câmeras e informações exibidas na tela, o que potencialmente comprometeria os esforços de segurança das empresas e deixaria os usuários vulneráveis a ciberataques.

Em suma, as mudanças propostas na legislação da União Europeia geram um debate acalorado sobre a segurança digital e a proteção da privacidade, com opiniões divergentes sobre a real magnitude dos riscos envolvidos.

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